Visita rápida a SP
Tive em Sampa domingo e ontem, a trabalho.
A ida foi relativamente rápida, atrasou meia-hora. Me arrumei em 10 minutos, seguindo o conselho de Thiago, paletó, uma camisa de botão pra trocar, xorte, e cuecas. A primeira sensação ao chegar no saguão em Guarulhos foi a de que estavam queimando pneus dentro do aeroporto. Eu e Léo esperamos ele chegar, e enquanto isto, duas garotas nos pararam para pedir ajuda. Não entendi direito o problema delas, tinham perdido carteira e queriam ir pra Barão Geraldo; o sotaque diferente de 2 pessoas falando ao mesmo tempo não ajuda muito. Compreendi a gravidade, e dei 10 reais. Thiago chega, vamos pra parte de fora e eu vejo que os pneus queimados são a cada segundo. O céu cinza e chove fraco. 20 graus.
Pegamos um táxi, carinho, cenzinho só... Mochilas no fundo porque é comum ser assaltado na marginal, por motocas: botam a arma no vidro e levam tudo o que voce tiver. Felizmente não aconteceu nada inesperado. Uma coisa que me impressionou um pouco foi a qualidade do motorista paulista(no) em geral. O taxista pegou a pista da esquerda, meteu 110, 120, 130. Não precisava dar farol alto. Todo mundo saia da frente. Incrível. Comparando com Salvador, na volta, contei uns 20 carros ultrapassando pela direita, avoados... Teve uma hora que o táxi encostou no fundo de outro carro e deu farol alto. Ficou a menos de 2 metros, talvez, e no velocímetro dava 90 km/h. O carro foi pra pista logo à direita.
Não pegamos engarrafamento, mas era quase meia noite também. Muito carro na rua, em todo lugar. Chegamos no hotel e um dos nossos vai pra outro. Bonito quarto, mas o preço é absurdo. Ainda bem que a gente não tá pagando, hehe. Com fome, comemos umas batatas, amendoins e outras porcarias que nos custariam bem caro. Tudo é caro. Léo fica repetindo: "este quarto não vale 300 reais nem a pau", e eu rio. 20 centavos o minuto de internet, ou 20 reais a diária. Num cálculo rápido, 1h40 já pagaria os 20 reais, então optamos por pagar a 'diária' de internet. Pra não desperdiçar, faço upload de uns 500 megas (nunca se sabe se o notebook vai pro céu no outro dia), e a rede é boa. Filmamos o quarto... Na outra esquina, o prédio bonito onde a Google tem 2 andares. Trabalhamos até umas 2:30 da manhã e vamos dormir. Pelo menos a cama é muito boa, junto com o ar condicionado.
Acordamos cedo, a sensação é de ter tomado uma martelada no trapézio. Boto minha farda, arrumamos tudo e descemos pra tomar café. Temos que pegar um táxi até a Paulista, perto do MASP. Itaim Bibi é muito bonito, Cerqueira Cesar também, mas nem tanto. Vários túneis e a sensação de que não se tá indo pra lugar nenhum, porque parece tudo igual (não há referencias geográficas, só prédios). O taxista gente fina. Nos conta um caso de batida. 30 reais o táxi, pra 20 minutos de corrida, e nada de engarrafamento. O rodízio é permanente, só parou de ser notícia. O cheiro de fuligem é permanente também. Da próxima vez, vou de máscara.
Chegamos no MPF, e temos uma conversa rápida. De lá, voltamos de carro para a Google. Fazem brincadeira com minha roupa. "Este rapaz elegante já conhecemos" (depois boto uma foto). A reunião é muito boa e eu gosto das conversas. Almoçamos perto (o refeitório tá cheio), crepe. Conversas casuais. Voltamos. Eu vejo no relógio que não vai dar tempo de passear, porque ela se estende um pouco mais do que esperávamos, de tarde. Estou bem satisfeito com nossas conversas e entusiasmado com o projeto, batizado de Cosme (Damião vem depois). Pra onde olho, no céu, uma rota de aviões, sempre na mesma linha. A cada 5 ou 10 minutos vem um, igual como o de antes. É como um déjà vu.
Vamos direto pra Congonhas e tomamos um chá de cadeira lá. O taxista pra Congonhas também bem simpático. Nos conta que foi motoca por 12 anos, antes de pegar o táxi. Não são 18 horas e já tem muita moto na rua. Passamos do lado de onde ficava balcão da Tam, com as 200 estrelas brancas. Léo olha pro rabo de um avião pra fora da pista. 'caralho'. No aeroporto não tem nada. Leio um pouco do livro mas estou muito cansado pra pensar.
Congonhas não fede como Guarulhos. Talvez fora o tempo de domingo à noite pior que o de segunda no fim da tarde... Ou talvez um lugar seja mais poluído que o outro mesmo. Uma garota vem falar comigo, simpática. Ela vende caixinhas com saquinhos de mel para ajudar a pagar a faculdade. Me conta que morou em Salvador e fala de partes da minha cidade que eu não conheço bem. Faço a boa ação da 2ª-feira e compro a caixinha por R$14,00 (segundo ela, cada saquinho de mel sai a R$0,18, mas não fiz a conta). Pedimos um 'SP Burger" pouco antes do avião chegar e acabamos pegando a fila comendo o sanduíche. Caro. Tenho que engulir o sanduiche antes de entrar no avião. Lotado. Sentaram no meu lugar, janela. Prefiro não procurar muita confusão com o fdp lá e sento em outro lugar, entre 2 caras. A viagem não atrasa, mas estou agoniado pra chegar logo. E cá estou :-)
1 comments:
Massa o relatório. Me lembrou das coisas que eu escrevia no meu primeiro semestre aqui. Me animou a ter mais paciência pra escrever coisas novas. :-)
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